"Cansei de levar chifre
e mijo na cara.
As Marcelas e Simones
que se prestem a este papel.
Vou arremessar
teu pau pela janela.
De oráculo
você será resumido
a uma boa trepada
e só!
Desejo o melhor pra você:
continue a nadar,
de praia em praia,
comendo sardinhas no raso."
Do livro "A Matadora de Orquídeas", de Analu Andrigueti.
terça-feira, 13 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
Horário Político
O difícil não é levar uma bota. O difícil é levar uma bota desleal. Grandes problemas e corações partidos seriam evitados, se os homens, quando comprometidos, concedessem às mulheres a faculdade de decidir ou não se irão se relacionar com eles nestas circunstâncias triangulares.
Não sei se ando muito intolerante, ou se os valores andam realmente bastante invertidos, mas na minha santa ignorância, pressuponho que se um digníssimo rapaz fica mais de uma vez com uma mesma dama em locais públicos, logo este seria um digníssimo rapaz livre e desempedido. Mas, não, prezadas leitoras! Eu, na minha santa ignorância, estou quadradamente enganada! Agora me digam: não é justo que nós saibamos as regras do jogo antes de decidirmos se queremos jogá-lo ou não? Não é justo que nós saibamos que o cara é enrolado, antes de sermos expostas ao papel de outra, sem sequer imaginarmos que a outra existe? Não é justo que nós saibamos onde estamos pisando, antes de sermos seduzidas, envolvidas, ludibriadas e, consequentemente, nos tornarmos alvos vulneráveis a paixonites de alto risco? Homens amados, queridos, desejados e necessários nas horas vagas, amadureçam de uma vez por todas e poupem nossas semi-rugas! Criem coragem e desembuchem logo de cara!
A democracia está aí para isso, para exercitarmos nosso poder de decisão e, convenhamos, homem que começa mentindo, omitindo - dá tudo na mesma-, é tal qual um candidato corrupto. E, assim sendo, nosso voto ele não receberá mais, salvo raras exceções, é claro. Taí o Paulo Maluf que não me deixa mentir.
domingo, 4 de março de 2012
Homem x Qualidade do Papel Higiênico
Existem vários tipos de homem. E de papel higiênico. Você até encontra no mercado aqueles com camada tripla, fofinhos, branquinhos, ultra-macios, perfeitos para a busanfa de um lord. Os de camada dupla são bons, ideais para a relação custo-benefício da classe média. Mas há também os de camada única, feitos com toda a sorte de papéis existentes no planeta: reciclados, ásperos, pouco absorventes, duros, encontra-se cada coisa! É claro que as mulheres sofrem mais, porque precisam constantemente da mercadoria. É aqui que entra a conclusão desse post: na hora da emergência, o importante é ter um! Qualquer semelhança com os tipos de homem não é mera coincidência. E em caso de emergência, idem.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Monografia Interminável
Coerência e amor não combinam. Esta deveria ser mais uma das verdades universais. Ele é um cafa assumido, diz que vai ligar e não liga, não te manda flores, não te dá presentes, às vezes nem a conta ele paga, e, porque, mulher, você continua apaixonada por esse traste? Sexo? Você não se contentaria com tão pouco… O fato é que relacionamentos nitidamente fadados ao fracasso, ao invés de nos afugentar, o quê seria o lógico, viram uma espécie de desafio, pelo menos para loucas como eu. Adoro um cafa! A idéia de domesticar um cachorro incorrigível é reconfortante. O problema é que, a duras penas, descobri que conseguir esta façanha é tão fácil quanto ganhar na megasena! Não se engane, querida, um cafa é um cafa e ele nunca vai mudar por você, e é justamente aí que está o fascínio que eles exercem! Se fosse fácil conquistá-los, que graça teria? Na iminência de conquistar um cafa, procure outro, porque se um cafa é passível de ser conquistado, ele não é um cafa puro-sangue! Um homem cafajeste é a pior (e a melhor) espécie com quem você pode se relacionar. Mentirosos, dissimulados, infiéis, mas irresistíveis, dá pra entender? Quando percebemos, estamos irremediavelmente apaixonadas… Até que administrar um (ou vários) cafas não é um problema tão grande… dependendo da quantidade de disk-pizzas que você tiver na sua agenda, pode até ser uma tarefa divertidíssima, mas aqui vai um alerta: nunca tenha apenas um cafa na sua vida! O reserva é fundamental! Na ausência de um, tem o outro e, além disso, você divide sua atenção, emoção e disposição com ambos! Quanto mais, melhor! Este é o segredo da adoradora de cafas bem-sucedida!
Mas há casos de cafas mais complicados… existem os cafas comprometidos, cuja namorada consegue ser ainda mais trouxa do que você! Sim! Isso é possível!! Aconteceu comigo recentemente, vou me explicar! Numa dessas fases desencanadas da vida, quando eu decidi “me fechar para balanço” (um aparte: é nestas fases, quando não estamos nem aí, que costumam chover homens, até falecidos ressuscitam!) eis que conheço um rapaz, porque não dizer, interessante. Negro, alto, cabelo black power, dentes perfeitos, justamente o que eu estava precisando para minhas experimentações multi-raciais (tinha acabado de degustar um japa). Devo admitir que a raça afro-brasileira é bastante favorecida, tanto em tamanho quanto em desempenho. Bom, pelo menos pra quem saiu de um japa, é um belo avanço! Resultado: aquele trato na lataria, intensivo e viciante! 3 meses de pura malhação… Tudo muito bom, tudo muito bem, bom demais pra ser verdade, aliás… é quando meu celular toca… era a corna que eu, JURO, nem sabia que existia! Regra universal II: nunca peça satisfações para um cafa! Ele nunca lhe dará informações conclusivas. Das duas, uma: ou você se conforma em ser a outra, ou procura o próximo cafa da lista. O problema é que eu violei a regra nº 1 da adoradora de cafas bem-sucedida: não tinha um segundo cafa! Pelo menos um interessante o suficiente para ser o substituto! Continuei saindo com o bofe, e foi neste estágio que descobri a característica que garante a supremacia dos homens no quesito afetivo. Um homem, quando descobre que está sendo traído, enche o meliante de porrada e nunca mais quer olhar pra cara da vaca. A mulher não! Ela esquece (ou finge que esquece) que o cara é um FDP e compra briga com a outra trouxa. Senhoras e senhores, no ringue: trouxa oficial X trouxa outra, corna assumida X a corna conformada. Aí começa a guerra que, para o cafa, é uma delícia, mais que cômoda. Duas mulheres brigando por ele, não é o máximo, minha gente? Se a trouxa oficial for feia, aí, então, é que você se encoraja pra briga! O problema é que nesta luta, nem sempre há uma vitoriosa. Vitorioso mesmo, só o canalha. De qualquer forma, agora é uma questão de honra. Pretendo continuar na luta, até nocautear a vaca, ou até achar uma nova espécie de cafa para minha monografia interminável sobre a raça masculina. Quem sabe um albino? Que venha o próximo!
Mas há casos de cafas mais complicados… existem os cafas comprometidos, cuja namorada consegue ser ainda mais trouxa do que você! Sim! Isso é possível!! Aconteceu comigo recentemente, vou me explicar! Numa dessas fases desencanadas da vida, quando eu decidi “me fechar para balanço” (um aparte: é nestas fases, quando não estamos nem aí, que costumam chover homens, até falecidos ressuscitam!) eis que conheço um rapaz, porque não dizer, interessante. Negro, alto, cabelo black power, dentes perfeitos, justamente o que eu estava precisando para minhas experimentações multi-raciais (tinha acabado de degustar um japa). Devo admitir que a raça afro-brasileira é bastante favorecida, tanto em tamanho quanto em desempenho. Bom, pelo menos pra quem saiu de um japa, é um belo avanço! Resultado: aquele trato na lataria, intensivo e viciante! 3 meses de pura malhação… Tudo muito bom, tudo muito bem, bom demais pra ser verdade, aliás… é quando meu celular toca… era a corna que eu, JURO, nem sabia que existia! Regra universal II: nunca peça satisfações para um cafa! Ele nunca lhe dará informações conclusivas. Das duas, uma: ou você se conforma em ser a outra, ou procura o próximo cafa da lista. O problema é que eu violei a regra nº 1 da adoradora de cafas bem-sucedida: não tinha um segundo cafa! Pelo menos um interessante o suficiente para ser o substituto! Continuei saindo com o bofe, e foi neste estágio que descobri a característica que garante a supremacia dos homens no quesito afetivo. Um homem, quando descobre que está sendo traído, enche o meliante de porrada e nunca mais quer olhar pra cara da vaca. A mulher não! Ela esquece (ou finge que esquece) que o cara é um FDP e compra briga com a outra trouxa. Senhoras e senhores, no ringue: trouxa oficial X trouxa outra, corna assumida X a corna conformada. Aí começa a guerra que, para o cafa, é uma delícia, mais que cômoda. Duas mulheres brigando por ele, não é o máximo, minha gente? Se a trouxa oficial for feia, aí, então, é que você se encoraja pra briga! O problema é que nesta luta, nem sempre há uma vitoriosa. Vitorioso mesmo, só o canalha. De qualquer forma, agora é uma questão de honra. Pretendo continuar na luta, até nocautear a vaca, ou até achar uma nova espécie de cafa para minha monografia interminável sobre a raça masculina. Quem sabe um albino? Que venha o próximo!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Meu Pintinho Amarelinho
Não vou aqui ficar defendendo teses ou teorias evolutivas sobre o tamanho dos pênis ao redor do mundo, mas que pinto de japonês é pequeno, ah, isso é! Pelo menos eu degustei uma isca e o que é pior, fast-food! Você conhece aquela vinheta da Globo, o TOP de 5 segundos? Pois então, esse foi o tempo que durou a minha noite (noite é bondade, né) de sexo com o pintinho amarelinho. Vamos começar do começo. Preliminares: ô coisa sem graça! Melhor comer uma caixinha de deditos de chocolate, que é do mesmo tamanho e espessura, mas proporciona muito mais prazer! Só dei um desconto pro japa porque, thanks God, o tamanho da língua não varia entre as raças, né, gente? Ufa, pelo menos isso! Já eu, não podia (nem queria) retribuir (retribuir o quê?). Fiquei com medo do amendoinzinho se perder na vastidão da minha cavidade oral. Agora, vamos ao ato. Foi mais ou menos assim: “Atenção emissoras da Rede Globo para o Top de 5 segundos. Cinco, quatro, três, dois, um”. Quando eu estava começando o aquecimento, entenda-se, quando o mini-hashi estava começando a fazer cócegas, o indivíduo nipônico levanta e vai ao banheiro. Pensei, “ah, ele deve ter ficado com vontade de fazer xixi”. Que nada! Ele voltou, deitou na cama e ainda dormiu abraçadinho comigo! Não é lindo? Ainda é romântico o egoísta fdp! Olha, gente, pode até ser que tamanho não seja documento, desde que funcione, né? Adoooro uma comida japa, mas, agora, só em outro restaurante, porque, definitivamente, esse sushi não matou minha fome! A busca ao temaki continua!
Se você conhece um pintão oriental, denuncie!
O maioral entre os babacas
Típico burguesinho que se acha. Some-se a isso o currículo perfeito para o cargo de “genrinho da mamãe” – duas graduações (medicina e engenharia civil), mais uma posição de destaque na carreira pública municipal – e o cara se considera a própria cereja do bolo. Gatinho, até. Um tanto baixinho, pançudinho, mas com uma postura de homenzinho precoce (27 aninhos, pode?) que me seduziu, confesso. E com defeitos mais graves que eu viria a descobrir depois. Nos conhecemos de maneira pouco convencional. Viajei a trabalho para um evento que reuniu delicinhas de todo o Brasil. Nos apresentamos, trocamos contatos, mas a aproximação não passou disso nos dias que se seguiram. De volta às nossas respectivas cidades (muitos quilômetros nos separam), foi aí que a palhaçada começou. Incontáveis torpedos, telefonemas, encantamento, promessas, juras de amor. O enredo perfeito para uma romântica incurável como eu. Em menos de um mês eu já estava de malas prontas pra passar uns dias com o bofe na cidade dele: era a hora da verdade, porque, né?, falar até papagaio fala. Fui lá ver qualé que era, o cara vendeu bem o peixe e, de mais a mais, eu estava de férias e iria conhecer uma cidade nova. Parti pro abraço em suaves prestações!
Aquela ansiedade monstra e, às sete da manhã de uma sexta-feira, eu estava desembarcando no aeroporto de uma capital brasileira qualquer. De cara, fui recepcionada com um demorado beijo logo no saguão, antes mesmo que eu pudesse pronunciar uma única palavra. Senti aquele leve bafinho de uma pessoa ao acordar, mas relevei; não ia deixar que um detalhe (oe?) como esse arruinasse o meu ideal de romance. Seguimos para o hotel, que ele fez questão de providenciar e, enquanto ele voltava ao trabalho, eu tirei aquela soneca revigorante, fundamental depois desses destruidores voos da madrugada. Almoçamos num simpático restaurante, visitei pontos turísticos da cidade, estava realmente encantada, nem me lembrava mais do bafo. Sou dessas que apaixona fácil, aliás, já cheguei lá bastante envolvida, dietas a base de capim são a minha especialidade! À noite, fomos a um barzinho badalado. Na entrada, ele encontrou alguns conhecidos e não demorou para que sentássemos todos juntos, confraternizando ao melhor estilo casalzinho. Vários submarinos depois (mistura de chopp com uma dose letal de conhaque), e voltei para o hotel soltinha e com o bofe a tira-colo. Cedo ou tarde iria rolar, néam? E acabou rolando na primeira noite. Esperava um potencial muito maior, se é que vocês me entendem, e o amigo também andava precisando de uma “aparada” nas partes baixas (fica a dica), mas tudo aconteceu dentro da normalidade de uma primeira vez. Acordei com uma ressaca daquelas, mas não neguei fogo para as “cutucadas” matinais. O menino despertou a ponto de bala!
Intimidade aumentando, características se revelando. Identifiquei no moço aquela performance típica de punheteiros aficionados em pornografia, com uma pegada mais rústica e besteirenta. Não é bem meu estilo, mas entrei no clima. De repente, visualizo a cena mais bizarra do meu repertório sexual nos últimos tempos: o cara de quatro, me oferecendo todo o seu rabo de bandeja. E agora? Dar uma de puritana nessas horas, como faz? Missão dada é missão cumprida! Respirei fundo (antes de me aproximar da região, é claro) e fui lá dar aquele trato no períneo do gato. Se ele estava esperando uma dedada ou uma lambida na portinha traseira, ia ficar pruma próxima, de preferência depois da aparada nos pelos sugerida ali em cima. Peludinho gozou gostoso e eu fiquei satisfeita, sem mais.
Museu, restaurante japonês, sobremesa, clima de romance, apresentação pros melhores amigos, presentinhos, passeios e mais passeios, o que mais eu poderia querer?
Foi quando um papel caído no banco do carro entregou: enquanto eu cruzava distâncias para encontra-lo e fazia conexões naquele voo cruel da famigerada madrugada de sexta-feira, o filho da puta estava comendo alguma outra otária (vamos dar as mãos?) num motel qualquer da cidade. Foi um duro golpe na minha paixonite! Por mais que não tivéssemos nada sério, o cara me envolveu numa trama de promessas e falácias que me faziam acreditar que, sim, era especial. Pra completar, rolou um sumiço muito suspeito na noite de sábado. Com a desculpa de “acudir a mamãe”, o cara me abandonou numa balada com os amigos por inacreditáveis duas horas e meia! Vou duvidar, dizer que está mentindo? O que fazer com a informação quando se tem mais três dias de viagem e seis parcelas de tarifa aérea no cartão de crédito pra pagar? Brochada e com o brilho apagado dos olhos, eu ia ter que encarar, embora eu tenha pensado em voltar no voo mais próximo. No dia seguinte, a “redenção”. Sem mais nem porquê (culpa, talvez?), o nanico manipulador me levou pra almoçar com a mãe. De quebra já conheci a cunhada. As nuances de romance ressuscitaram, trouxa que sou. Adorei as duas, e fui muito bem recebida. Sogrinha também se encantou, e já queria que eu me mudasse pra lá. Passei de trouxa enganada à namorada eleita em instantes! Ganhei até escova de dentes, vê se pode! Novo almoço e foi a vez de conhecer o pai, família reunida, não é lindo? Eis que a hora de voltar pra casa chegou e, com um aperto no peito, eu arrumei as malinhas certa de que, apesar dos pesares e dos evidentes indícios de filha-da-putagem, minha ida tinha valido a pena. Mais uma semaninha de romance à distância e tudo mudou. As mensagens apaixonadas se converteram em abordagens de sacanagem. “Me chupa”, “bati uma pra você” e “to sonhando em comer seu cu” foram as frases mais fofas que eu recebi desde então. Até um vídeo dele batendo punheta em estágio “meia-bomba” eu tenho na memória do meu celular. Publico ou não publico (mãos se esfregando maquiavelicamente)? Meu filho, se era só pra meter, eu não precisava ter me deslocado tanto! Conterrâneos querendo me comer têm aos montes!
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Disk Denúncia
Meus orgasmos com o chuveirinho não tem sido nenhum pouco ecologicamente corretos, confesso.
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